A melhor resposta é SIM.

As pessoas gostam de reconhecimentos como viagens, melhoria no pacote de benefícios, premiações, etc., mas não sejamos hipócritas, no mundo dos negócios o reconhecimento financeiro é ainda uma forma que não deve ser descartada.

A aplicação de bônus deve sim vir com a execução de programas complementares de incentivo ao engajamento do colaborador. Nenhuma empresa deseja  ter colaboradores motivos apenas pelo reconhecimento monetário. A mensagem disseminada com esse modelo exclusivo pode ser sim nociva à cultura da empresa.

“Fringe Benefits”

Alguns modelos interessantes de empresas consideram um pacote chamado de FRINGE BENEFITS, que na tradução significa Benefícios Adicionais. Isso inclui pacotes de benefícios que podem ser atrelados à bônus dependendo do resultado atingido. Por exemplo: compra adicional de stock options, possibilidade de upgrade nos planos de assistência médica, descontos diferenciados para compra de produtos ou serviços. Para startups e pequenas empresas, modelos como co-participação nos dividendos, patrocínios de seminários e programas de job rotation têm uma aplicação bem efetiva para aumentar o envolvimento do colaborador (ainda que em grandes empresas essa possibilidade possa também ser utilizada). Nossa recomendação não é atrelar esses pacotes à grupos de cargo, isso porque estamos lidando com a excelência do desempenho e isso independe do grupo de cargo.

Uma política de bônus deve ser divulgada com antecedência para que todos os colaboradores saibam o que é necessário atingir e quais as regras de funcionamento. Fazer honrar essa transparência é condição para um bom programa de bônus. Prazos de pagamentos e a apuração dos resultados também devem ser transparentes e devidamente comunicado. Do contrário, não realize programas de bônus sob a possibilidade do descrédito e reflexo no baixo engajamento e o pior falta de credibilidade na gestão corporativa.

Para temas como falta de credibilidade recomendo  a leitura do livro Confiança, que trata do tema de forma muito consistente e as consequências da não execução.